quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Projeto Livro Solidário beneficiou mais de três mil pessoas em 2013




Um balanço divulgado na manhã desta segunda-feira, 30, pela coordenação do projeto de incentivo à leitura Livro Solidário revelou que, somente este ano, mais de três mil pessoas de Belém e Região Metropolitana foram diretamente beneficiadas pela iniciativa. A implantação de novos espaços de leitura, doação de acervo e realização de ações em localidades socialmente vulneráveis fizeram com que o Livro Solidário, coordenado pela Imprensa Oficial do Estado (IOE), encerrasse 2013 com saldo positivo.

De acordo com o relatório, em 2013 o Livro Solidário finalizou a reforma e padronização de mais dois espaços de leitura, além de doar cerca de seis mil livros para instituições localizadas na capital, comunidades rurais e populações ribeirinhas. Entre os beneficiados estão a Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa), Casa Ronald McDonald Belém, Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Vianna e Programa de Bibliotecas Arca das Letras, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

A coordenadora do projeto, Carmen Palheta, comemora o resultado, informando que o ano representou um avanço nas ações inicialmente previstas do Livro Solidário. “Ampliamos nossas atividades, acrescentando o que chamamos de Ação Leitura, que diz respeito a ações de incentivo à leitura e utilização efetiva dos Espaços de Leitura implantados”.

Ação Leitura

A “Ação Leitura” geralmente é realizada nos espaços já existentes e em algumas comunidades cujo acesso à leitura ainda é um fator limitante para algumas crianças, como no caso da Ilha de Urubuoca, na Região Metropolitana de Belém. A programação na localidade reuniu atividades como contação de histórias, truques de mágica e apresentação de vídeos sobre educação ambiental.

O projeto também levou à ilha um palhaço e o poeta e escritor paraense Juraci Siqueira, que encantou as crianças interpretando lendas amazônicas. O encerramento da atividade foi marcado pela entrega de kits de leitura e lanches. Cerca de 40 crianças moradoras da localidade e adjacências foram beneficiadas com a ação.

Maycon Henrique, 10 anos, está no quarto ano e participou da Ação Leitura em Urubuoca. Segundo ele, esse tipo de atividade incentivar a garotada a exercitar a curiosidade e o aprendizado. “Fiquei muito feliz com a vinda do Livro Solidário para cá, pois essas coisas fazem a gente ter mais vontade de ir para a escola e aprender”, disse. Já para a diretora da escola estadual anexa de Urubuoca, Kátia Regina Cardoso, as atividades desenvolvidas estimulam a criatividade, a comunicação e o desenvolvimento do senso crítico nos alunos. “Este tipo de iniciativa é fundamental para as crianças ribeirinhas, pois aqui tudo é muito precário e de difícil acesso. Vivemos, literalmente, dentro do mato e nem sempre eles encontram esse estímulo dentro de casa. Precisamos formar adultos mais críticos, para que no futuro eles lutem por melhores condições de vida”, refletiu.

Além da ilha de Urubuoca, foram realizadas, ao longo de 2013, sete Ações Leitura - na Praça da República, no Projeto Escola da Vida do Corpo de Bombeiros (3º GBM), na Praça do Carmo, na Escola Anexo Cristã do Benguí, na Escola e Associação Lar de Maria. Ainda de acordo com a coordenação do projeto, a expectativa é que em 2014 o trabalho alcance outras ilhas, com Ações Leitura e doação de acervo.

Inclusão

Voltado para crianças e adolescentes de comunidades em situação de vulnerabilidade social, o projeto Livro Solidário busca despertar o interesse pela educação por meio da leitura. Atualmente, cerca de 20 mil pessoas são beneficiadas, direta e indiretamente, pelas ações do projeto, por meio da implantação de seis espaços de leitura na Região Metropolitana de Belém.

O projeto também já atendeu o Hospital Ophir Loyola, com a doação de livros para pacientes e acompanhantes, contemplou com doações a Biblioteca Itinerante Hospitalar, da classe hospitalar da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Viana, além de ter beneficiado, com a doação de acervo literário para o projeto Arca da Leitura, 6.604 internos da Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe).

Serviço: As doações para o projeto podem ser feitas na sede da Imprensa Oficial do Estado, localizada na Travessa do Chaco, 2.271, bairro do Marco. A cada cinco livros de literatura infanto-juvenil ou dez gibis usados, a pessoa recebe, em troca, um livro editado pelo Estado. Mais informações: (91) 4009-7847 e 4009-7800.

Texto: Keila Rodrigues
Fotos: Fernando Sette

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Livro Solidário beneficia comunidades rurais do Pará com doação de livros




O programa de bibliotecas ‘Arca das Letras’, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), recebeu nesta segunda-feira (25) a doação de 650 livros do projeto Livro Solidário. A iniciativa irá beneficiar famílias do campo, formadas por assentados da reforma agrária, agricultores familiares, remanescentes de quilombos, comunidades de pescadores, populações ribeirinhas e indígenas. 

Para Donato Alves, coordenador do ‘Arca das Letras’ no Estado, a contribuição chegou em boa hora, considerando que o acervo doado é composto por livros didáticos e técnicos, publicações bastante procuradas nas bibliotecas do programa. “A iniciativa do Livro Solidário irá nos ajudar a diversificar o nosso acervo e isso vai contribuir muito para as pesquisas na comunidade”, informou. 


O programa 

Criado em maio de 2003 pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário para facilitar o acesso das populações rurais à informação, o ‘Arca das Letras’ instala bibliotecas em espaços - residências, igrejas, associações, entre outros - disponibilizados pelos agentes de leitura de cada comunidade. No Pará, cerca de 480 bibliotecas já foram implantadas pelo programa, em 94 municípios. 

De acordo com informações do MDA, cada arca começa com um acervo mínimo de 200 livros, entre publicações didáticas, técnicas, infantis, para jovens e adultos, além de livros especializados e de referência ao exercício da cidadania. 

Segundo Alves, o programa tem ampliado sua atuação com apoio de Organizações Não Governamentais, editoras, órgãos públicos e outras iniciativas, a exemplo do projeto Livro Solidário. Contudo, antes de captar as doações junto às instituições, os moradores são consultados. “Nós passamos um formulário em cada comunidade, para sabermos quais as necessidades dela, e com as informações obtidas nós montamos um acervo básico para cada biblioteca”, explicou. 

A bibliotecária do Livro Solidário, Ana Paula Duarte, acredita que esse tipo de parceria também é fundamental e enriquecedora para o projeto, considerando que um número cada vez maior de pessoas é beneficiado, dentro e fora da Região Metropolitana de Belém. “Ao apoiar iniciativas como o programa ‘Arca das Letras’, vamos além das ações já trabalhadas pelo Livro Solidário, e isso revela o crescimento do nosso trabalho”, explicou, ressaltando que as doações devem continuar. 

“Agora vamos arrecadar e doar para o programa livros da literatura paraense. Dessa forma, além de levar mais conhecimento sobre a cultura do Estado às comunidades rurais, também iremos promover o trabalho de nossos autores”, concluiu a bibliotecária. 


Livro Solidário 

Voltado para comunidades em situação de vulnerabilidade social, atualmente o Livro Solidário beneficia cerca de 40 mil pessoas, direta e indiretamente, por meio da implantação de seis espaços de leitura na Região Metropolitana de Belém, além de ações complementares do projeto, a exemplo do ‘Ação Leitura’ e da doação de acervo a outros projetos e instituições. 

O Livro Solidário também já atendeu ao Hospital Ophir Loyola, com a doação de livros para pacientes e acompanhantes, a Biblioteca Itinerante Hospitalar, da classe hospitalar da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Viana, além de ter beneficiado cerca de 6 mil internos da Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), com a doação de acervo literário. 


Serviço 


As doações para o projeto podem ser feitas na sede da Imprensa Oficial do Estado, na Travessa do Chaco, 2.271, bairro do Marco. A cada cinco livros de literatura infanto-juvenil ou dez gibis usados, a pessoa recebe, em troca, um livro editado pelo Estado. Mais informações: (91) 4009-7847 e 4009-7800. 

Para colaborar com o programa ‘Arca das Letras’, acesse: http://www.territoriosdacidadania.gov.br e cadastre-se ou envie um e-mail para: arcadasletras@mda.gov.br.

Texto: Keila Rodrigues
Fotos: Lena Arruda

Tarde Literária - Escola Lar de Maria

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Alunos da escola da Associação Assistencial Lar de Maria participaram, no dia 22 de novembro, de atividades culturais e artísticas na segunda edição da “Tarde Literária”. O evento contou com o apoio da Imprensa Oficial do Estado por meio do projeto Livro Solidário.

sábado, 23 de novembro de 2013

Livro Solidário apoia “Tarde Literária” da Escola Lar de Maria



Alunos da escola da Associação Assistencial Lar de Maria participaram, na última sexta-feira (22), de atividades culturais e artísticas na segunda edição da “Tarde Literária”. O evento contou com o apoio da Imprensa Oficial do Estado por meio do projeto Livro Solidário, que montou um painel com fotos tiradas pelos alunos e doou kits de livros para serem sorteados.

Para incentivar o prazer da leitura entre os alunos, foram apresentadas peças teatrais, espetáculos de dança, musicais e contação de histórias, tudo com base na literatura, com destaque especial para escritores e artistas paraenses. Segundo Lana Cardoso, professora do espaço de leitura da escola e idealizadora do evento, grandes nomes da literatura nacional foram fonte de inspiração para as atividades, mas a cultura regional foi priorizada. “Buscando aproximar ainda mais as crianças da cultura paraense, esse ano, demos destaque ao maestro Waldemar Henrique, com um espetáculo de dança sobre o Uirapuru”, pontuou a professora.


Participação especial


Entre apresentações encenadas pelas próprias crianças e a recreação promovida pelas educadoras do Lar de Maria, a participação do poeta e escritor Juraci Siqueira foi um dos pontos altos do evento. Colaborador e parceiro do Livro Solidário, o “filho do Boto”, como costuma autodenominar-se em suas contações de histórias, já doou livros e, sempre que pode, participa do “Ação Leitura”, realizado pelo projeto em diversas comunidades da Região Metropolitana de Belém. 

Em meio a histórias do Boto, da Matinta Pereira e de outros personagens folclóricos da Amazônia, as crianças aprenderam, de forma lúdica, o poder e a importância da leitura. Para Avani Mahatma Batista, de 9 anos, além da diversão, a Tarde Literária também despertou nela um desejo ainda maior de se dedicar à leitura. “A minha intenção é ler cada vez mais, porque assim eu aprendo as coisas de maneira mais simples”, disse. 


Parceria


O evento beneficiou crianças que, em sua maioria, vivem em situação de extrema vulnerabilidade social, com idades entre 6 e 10 anos e cursando do primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental. De acordo com a vice-diretora da escola, Socorro Catanhede, o contato constante com a leitura tem ajudado estas crianças a lidarem com suas dificuldades cotidianas e melhorarem o desempenho escolar. “A primeira ‘Tarde Literária’ aconteceu ano passado e deu muito certo. As crianças gostaram tanto que incluímos o evento em nosso Plano Político Pedagógico e agora ele faz parte de nossas atividades regulares”, explicou a diretora.

Ainda segundo a vice-diretora, a procura dos alunos pela biblioteca aumentou consideravelmente após a revitalização da sala, realizada pelo Livro Solidário. O que antes era uma biblioteca quente e desconfortável transformou-se em um Espaço de Leitura climatizado e projetado para atrair os estudantes. “O Livro Solidário é um grande parceiro. Não apenas pelo Espaço de Leitura, mas também pelos 700 livros doados. Hoje esse acervo é fundamental na realização de nossas atividades pedagógicas com as crianças”, informou.

Para Lucila Girão, membro da coordenação do Livro Solidário, o projeto vai muito além da revitalização de espaços e doação de livros. “Após a fase de entrega, temos o compromisso de levar atividades educativas aos locais, como é o caso do ‘Ação Leitura’, que promove momentos lúdicos”. Segundo ela, a escola Lar de Maria entendeu a real finalidade de uma sala de leitura e reproduziu isso em sua rotina. “O principal sentido de um espaço como este é transformar a leitura em arte, recriar histórias e contribuir para o desenvolvimento e formação de cidadãos. Aqui, podemos identificar claramente estes aspectos”, comemorou a socióloga.



Texto: Keila Rodrigues
Fotos: Lena Arruda e Keila Rodrigues




sábado, 9 de novembro de 2013

Imprensa Oficial do Estado apoia o projeto da Infraero "Livro Viajante"














Cerca de 400 livros foram doados, nesta sexta-feira (8), pelo projeto Livro Solidário, da Imprensa Oficial do Estado (IOE), para a campanha “Livro Viajante”, que a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) lançou no Aeroporto Internacional de Belém. Com o tema "Leve, Leia e Liberte", a campanha oferta gratuitamente livros das mais variadas temáticas em diversas áreas do aeroporto, especialmente obras de autores paraenses.

Cada “Livro Viajante” contém um adesivo com instruções que orientam de que forma o leitor pode proceder, ressaltando que o único compromisso é que, após a leitura, ele deixe a obra em local público para que outra pessoa possa usar o exemplar.

“Com essa iniciativa da Infraero, vemos que um livro deixado em um banco da área de embarque do aeroporto pode parecer, a princípio, um esquecimento de algum leitor distraído. No entanto, trata-se de uma ação planejada e intencional para estimular as pessoas ao hábito da leitura, e isso vem ao encontro do objetivo do projeto Livro Solidário”, destacou a bibliotecária do projeto, Ana Paula Miranda.

Segundo a coordenadora de Marketing e Comunicação da Infraero, Odilene Amazonas, cerca de 20 mil pessoas embarcam e desembarcam todos os dias nos aeroportos da Regional Norte, das quais dez mil somente no aeroporto de Belém. “Esse é um projeto-piloto, o segundo implantado em aeroportos brasileiros. Depois do lançamento, vamos avaliar a repercussão da campanha e ver se poderemos continuar. Espero que seja positiva e que a ação continue todos os anos, em todos os aeroportos”, disse, ressaltando que a ação também quer promover o conhecimento da cultura e dos escritores paraenses.

Prestes a embarcar para Porto Velho, o engenheiro florestal Leonardo Moura não resistiu e parou para pegar um livro. “Sempre procuro livrarias nos aeroportos e terminais rodoviários, mas nunca tinha me deparado com algo assim, é muito interessante. Essa iniciativa de democratizar o acesso ao livro é maravilhosa e precisa ser incentivada”, afirmou.

Colaboradores – Outro a colaborar foi o escritor paraense Alfredo Garcia, que compareceu ao lançamento para autografar alguns dos 100 exemplares de “O homem pelo avesso”. Para ele, a campanha abre muitas possibilidades, haja vista que a perspectiva de colocar os livros circulando mundo afora é um meio simples e prático de divulgar a literatura paraense em novos espaços. “Não podia deixar de apoiar esse tipo de iniciativa, ainda mais a convite do Livro Solidário. Fiquei muito contente ao saber que minha obra vai viajar”, disse.

Segundo a coordenadora do Livro Solidário, Carmen Palheta, a campanha da Infraero vai ao encontro do principal objetivo do projeto, que é promover a cultura e a educação por meio do estímulo à leitura. “Termos sido convidados para atuar como parceiros da campanha, o que nos dá muito orgulho e sinaliza que estamos no caminho certo”, frisou.

O escritor Roberto Carvalho de Faro, membro da Academia Paraense de Letras (APL), que também colaborou com a iniciativa, torce para que o projeto seja levado adiante. “Essa é uma ação surpreendente, ainda mais quando se vê tanto descaso em relação à literatura, como vemos atualmente. Por se tratar de um trabalho em que os resultados não aparecerão de imediato, é preciso que haja persistência para levá-lo adiante”, alertou.

Texto:
Keila Rodrigues - IOE
Fone: (91) 4009-7841 / (91) 8325-0865

Fotos: Ascom / Infraero

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Livro Solidário leva a Ação Leitura para crianças da Ilha de Urubuoca




 
A Imprensa Oficial do Estado fez nesta terça-feira (22), na Ilha de Urubuoca, na região das ilhas de Belém, mais uma edição da atividade itinerante “Ação Leitura”, do projeto Livro Solidário. A programação teve contação de histórias, mágicas e vídeo sobre educação ambiental, além da presença do palhaço Tio Bob e da entrega de kits de leitura e lanche. Cerca de 40 crianças moradoras da ilha e de adjacências foram beneficiadas com a ação.

Além dos servidores da Imprensa Oficial, a Ação Leitura também teve o apoio das secretarias de Estado de Educação (Seduc) e de Meio Ambiente (Sema), Companhia Independente de Polícia Fluvial – com o projeto Ribeirinhos da Paz – e Grupamento Fluvial da Segurança Pública do Estado (Gflu).

O poeta e escritor paraense Juraci Siqueira encantou as crianças contando histórias e lendas amazônicas. Atento à apresentação, Maycon Henrique, 10 anos, que estuda o quarto ano e sonha em ser ator, disse que a Ação Leitura o estimulou ainda mais na busca desse objetivo. “Fiquei muito feliz com a vinda do Livro Solidário para cá, pois essas coisas fazem a gente ter mais vontade de ir para a escola e aprender”, disse. Após a exibição de um desenho animado sobre educação ambiental, as crianças interagiram e ficaram atentas às dicas das servidoras da Sema, a assistente social Edira Vidal e a pedagoga Izabelli Carvalho, sobre a importância da preservação dos rios e o descarte consciente do lixo. “As crianças entendem a importância de cuidar do ambiente e de não sujar o rio. Logo depois que falamos, elas procuraram juntar possíveis lixos que estavam no chão e colocá-los nos sacos de lixo”, frisou.

Segundo a diretora da escola estadual anexa do Urubuoca, Kátia Regina Cardoso, as atividades desenvolvidas estimulam a criatividade, a comunicação e o desenvolvimento do senso crítico nos alunos. “Este tipo de iniciativa é fundamental para as crianças ribeirinhas, pois aqui tudo é muito precário e de difícil acesso, pois vivemos, literalmente, dentro do mato e nem sempre eles encontram esse estímulo dentro de casa. Precisamos formar adultos mais críticos, para que no futuro eles lutem por melhores condições de vida”, refletiu.

O palhaço Tio Bob, que atuou pela primeira vez com crianças ribeirinhas, comentou que a educação e a atenção delas durante as apresentações e brincadeiras foram determinantes para o sucesso do evento. “É gratificante perceber o quanto nosso trabalho alcançou o objetivo proposto, que foi deixar a sementinha da leitura plantada na cabeça de cada um deles”, disse.

A coordenadora do projeto Livro Solidário, Carmen Palheta, ressaltou que a ação na Ilha de Urubuoca contribui ainda mais para alimentar a certeza de que, com parcerias e muita sensibilidade, é possível alcançar grandes resultados. “É preciso estimular o prazer pela leitura entre as crianças, que é o principal objetivo do governo do Estado por meio do projeto Livro Solidário. Com o estímulo, vemos o quanto a leitura faz parte, sim, da vida de cada criança, e isso é como contribuir para escrever mais uma página na vida de muitas delas”, analisou.

Voltado para crianças e adolescentes de comunidades em situação de vulnerabilidade social, o Livro Solidário busca despertar o interesse pela educação por meio da leitura. Atualmente, cerca 20 mil pessoas são beneficiadas, direta e indiretamente, pelas ações do projeto por meio da implantação de seis espaços de leitura na Região Metropolitana de Belém.

O projeto também já atendeu ao Hospital Ophir Loyola, com a doação de livros para pacientes e acompanhantes, contemplou com doações a Biblioteca Itinerante Hospitalar, da classe hospitalar da Fundação Hospital de Clínicas Gaspar Viana, além de ter beneficiado, com a doação de acervo literário para o projeto Arca da Leitura, 6.604 internos da Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe).

Serviço: As doações para o projeto podem ser feitas na sede da Imprensa Oficial do Estado, na Travessa do Chaco, 2.271, bairro do Marco. A cada cinco livros de literatura infanto-juvenil ou dez gibis usados, a pessoa recebe, em troca, um livro editado pelo Estado. Mais informações: (91) 4009-7847 e 4009-7800.

Fotos: Fernando Sette

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Livro Solidário prestigia Sarau Cultural em escola pública do Benguí





O projeto Livro Solidário integrou, na manhã desta sexta-feira,18, a programação do I Sarau Cultural realizado pela Associação Cristã do Benguí. A atividade teve como principal objetivo estimular o desenvolvimento pedagógico das crianças por meio de intervenções artísticas produzidas por eles em sala de aula e no Espaço de Leitura implantado pelo Livro Solidário, projeto coordenado pela Imprensa Oficial do Estado (IOE).

Na ocasião, alunos, pais e professores puderam conferir a exposição de fotos produzidas dos alunos quando estiveram no Hangar do Estado e ainda participar de outras atividades lúdicas, como criação e contação de histórias. As atrações envolveram todo o corpo docente, discente e familiares. Para a socióloga Lucila Girão, da coordenação do projeto Livro Solidário, a ideia do sarau é uma oportunidade para despertar as crianças para a importância da leitura. “Aqui, podemos ver e descobrir novos talentos”.

“As atividades interativas desenvolvidas a partir do contato das crianças com a literatura proporcionam um desempenho significativo, tanto no âmbito educativo quanto no social”, complementou a diretora da instituição, Ana Raquel Ribeiro. Para ela, essa interação entre pais e alunos contribui para melhorar o próprio aprendizado.

Livro Solidário - O projeto foi criado para estimular o desenvolvimento pedagógico das crianças e resgatar a cidadania por meio da leitura. O Livro Solidário foi idealizado pela primeira-dama do Estado, Ana Jatene, em 2004, e retomado pela IOE na atual gestão.

Além da Escola Associação Cristã do Benguí, mais cinco Espaços de Leitura já estão funcionando. Ficam na Unidade Benevides da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Pará (Fasepa); no Grupamento do Corpo de Bombeiros de Ananindeua; na ONG Viva Mosqueiro e dois na Instituição Assistencial Espírita Lar de Maria. Ao todo, os seis espaços já implantados atendem a um público de aproximadamente 15 mil pessoas, entre crianças, jovens e adultos.

Serviço: A Escola funciona em regime de convênio com a Secretaria de Estado de Educação do Pará (Seduc), do 1º ao 5º anos do Ensino Fundamental, nos turnos matutino e vespertino. Atualmente, 310 alunos estão regularmente matriculados. Por conta da demanda de alunos e das atividades de leitura já desenvolvidas pelas professoras em sala de aula, a escola do Benguí recebeu um dos primeiros seis espaços de leitura que a Imprensa Oficial do Estado implantou.


Texto:
Keila Rodrigues

Fotos:
Fernanldo Sette